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quinta-feira, 24 de maio de 2012

Seguindo o roteiro, pero no mucho

Célia e eu estávamos seguindo um roteiro à pé, sugerido pelo guia da Lonely Planet. Decidimos entrar no museu regional de Vladivostok. Muito interessante, vários animais empalhados, bustos de pessoas importantes e peças antigas. O museu conta um pouco da história da região.







Seguindo em frente, nos desviamos do roteiro do guia por alguns instantes, para apreciarmos a vista de um ponto próximo ao mar. Esta dica vimos em um mapa dentro do museu.




Decidimos voltar ao roteiro, mas por um outro caminho. Passamos em frente ao estádio do Dínamo, clube local de desportos. Fomos até à beira mar, ficamos por um tempo apreciando o mar.


Logo atrás de nós, havia um prédio, com os símbolos das olimpíadas, quisemos entrar para ver do que se tratava. No andar térreo deste prédio, existem várias lojas tais como: restaurantes, salão de beleza, etc. Ao ler no vidro de um destes restaurantes, percebemos que ali rolava música brasileira, samba.







Descobrindo Vladivostok

Chegamos ao hostel de táxi, a recepcionista nos mostrou o quarto, 3 camas com banheiro e ducha dentro, Perfect. Aqui tinha mais uma vantagem, pode-se fumar dentro do quarto, uhuuuuuuuu!

Mal deixamos as malas no hostel e fomos bater perna por Vladivostok.

A recepcionista nos informou que teríamos que pegar o ônibus de número 49 até o centro, foi o que fizemos.





Os ônibus eram todos enfeitados com cortininhas e muita coisa escrita em koreano, chinês, japonês, não sei ao certo. De uma coisa tínhamos certeza, esta mudança de língua em nada nos ajudava, pelo contrário.

Fomos direto para a estação de trem, onde, lemos no guia, existe um marco falando sobre o fim da rota transiberiana.
Paramos em um carrinho, onde vendiam comidas e refrigerantes. Eu pedi um cachorro quente, Célia comeu Biliash, um empanado com legumes e carne dentro, muito bom. Pena que no meu cachorro quente, a mocinha colocou mostarda russa, com gosto parecido com o da dijon. Não curto muito este tipo de mostarda.








Continuamos nosso passeio pela cidade, tiramos algumas fotos da estação. Vladivostok é uma cidade muito bonita, com vários morros ao seu redor e a bahia do chifre de ouro, que ajudam a embelezar a cidade. Tiramos várias fotos de prédios históricos, da vista da cidade e de monumentos que, para variar, eram de Lenin.










Transiberiana, um sonho alcançado

Célia acordou antes do despertador, arrumou as suas malas e logo a comissária veio até a cabine, avisar que estávamos prestes a chegar em Vladivostok e que seria bom que eu acordasse.
Célia me chamou, arrumei minhas malas e ficamos esperando a chegada. Ficamos vendo a vista pela janela e apreciando os arredores da cidade.

Chegamos à Vladivostok, eram 6:17h da manhã do dia 23 de maio, horário local. Tiramos algumas fotos da estação, mas como os pontos turísticos incluem-na, decidimos ir para o hostel e deixar para fazer o reconhecimento da área após o chekin.

Estávamos com muita bagagem, cada um tem que carregar a sua, Célia sofreu um pouco com a mala de rodinhas. Às vezes eu ajudo, mas....desta vez não.







O aniversário

Como já sabíamos, meu aniversário seria comemorado em cima dos trilhos da transiberiana. Assim que abri os olhos, no dia 22 de maio, Célia começou a cantar happy birthday to you, em russo, kkkk, brincadeira. Pegou um bolo que ela havia comprado no Produkt, o isqueiro da Maeli, socou o isqueiro em cima do bolo e eu apaguei-o assoprando feito velinha de aniversário.



Fiquei o dia todo à base de água, foram uns 4 litros fácil. O calor na cabine era enorme, a cada minuto que nos aproximávamos de Vladivostok, apesar do comissário abrir as janelas do corredor, o calor aumentava, havia um sol enorme lá fora. O consolo foi tomar um banho de tolhinhas umedecidas, ajudou bastante a refrescar.


 As comissárias e comissários do trem a todo momento vinham me perguntar se eu estava bem, se minha cabeça doía muito, se eu queria remédio para dor de cabeça, etc. Eu estava bem, de ressaca, sim, mas sem dor de cabeça. As vodkas daqui são boas! rsrs.

Fizemos várias paradas e tiramos fotos das estações e da vista da janela.









Fomos ao restaurante. Desta vez, não para beber, mas para comer algo especial de aniversário. Sentamos na mesa e novamente a dificuldade da língua. Apesar de eu conseguir ler o alfabeto cirílico, muitas, ou melhor, a maioria das palavras não fazia sentido. Só consegui decifrar maionese, vinho e piva (cerveja). Não era suficiente para a ocasião...

Célia saiu de mesa em mesa perguntando se alguém falava inglês. Negativo, nada de inglês. Pedi uma coca-cola, Célia pediu uma cerveja. Era o que conseguíamos... Ficamos ali vendo o cardápio e tentando decifrar algo, rindo de nós mesmos.

O casal que teve aquela briguinha no dia anterior, adentrou o vagão restaurante e se sentou à mesa ao nosso lado. Eles eram atores de teatro, franceses, estavam indo para Vladivostok para uma conferência, após participar de uma turnê pela Rússia. Perceberam a nossa dificuldade, e como eles também têm dificuldade com a língua, nos ofereceram ajuda. O rapaz tinha várias anotações sobre comida, nome de carne de porco, carne de vaca, galinha, batata, etc, tudo traduzido de francês para russo.

O rapaz nos indicou no cardápio o que era carne de vaca, pois queríamos bife. Pedimos bife com batatas fritas e uma salada cada um. Estava muito gostoso.




Com o sol se pondo, mais ou menos umas 22:00h, tentei tirar algumas fotos, mas pela janela do trem em movimento é um pouco difícil. Fomos para a cabine nanar.




A véspera

Agora, vou pediar ajuda à Célia, porque eu já não lembro mais do que aconteceu, ela poderá dar melhores detalhes!

Célia!!!! Célia!!!!

Oi, gente. Só para lembrar, esse dia (21 de maio) era véspera do aniversário do Ronaldo. Acho que, com tanta diferença de fuso, ele se embananou e resolveu comemorar um dia antes mesmo!

Depois da queda de braço entre ele e o grandão, eu fui para o nosso koupé. Ainda não entendi bem porque o Ronaldo me chamou já, pois eu não estava presente no momento em que as fotos abaixo foram tiradas. Mas acho que, de qualquer forma, as imagens valem mais do que mil palavras:




Ah, esse cachorrinho eu vi. Assim que o trem parou na estação, ele correu para a porta do vagão restaurante. O cozinheiro abriu a porta para fumar um cigarrinho e lá estava ele, ou melhor, ela. O cozinheiro voltou para a cozinha, pegou umas carcaças de frango e atirou para a cadelinha. Ele olhou pra mim e falou alguma coisa em russo, tipo: ela sempre espera que eu dê alguma coisa.




Bom, estou eu lá sozinha no koupé, quando chega o Ronaldo.







E, claro, está acompanhado de seus novos amigos e cervejas.



Pelo foco das fotos abaixo, dá pra ver em que estado a galera foi ficando....





Passou um tempo e os comissários do nosso vagão vieram perguntar se estava tudo bem. Ronaldo sempre dizia que sim. Eles vieram mais umas duas vezes até que mandaram os caras voltarem para as cabines deles. Dito e feito. Ronaldo, porém, continuava animadíssimo. Pegou a gaita e foi lá para o fumódromo tocar. Ele acredita que ali é um lugar com isolamento acústico, mas não é... Dava pra ouvir o fá fá fá da gaita rolando.

Daí a comissária foi lá chamar o Ronaldo. Supereducada, fez gesto pra ele de que era hora de dormir e o colocou no koupé. Ronaldo obedeceu. Ficou ali um tempo mesmo, tentou pegar a gaita mais umas duas vezes e resolveu preparar um miojo. Era uma cena vê-lo comer quase dormindo sobre o prato. Depois disso foi o que fez mesmo: dormiu. Em 1,5 minuto já estava roncando.


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